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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desculpe!

Hoje quero dividir algo que me aflige.

Para aqueles que me conhecem, não é dificil lembrar a última vez que pedi desculpas desnecessariamente. Este é uma de meus traços mais marcantes. Irrita aos outros, irrita a mim mesmo, mas é inevitável. Faz parte de mim.

Na busca por uma melhor qualidade de vida, após algumas sessões com a terapeuta, passei a ver filmes e ler a respeito da "Co-Dependência", doença que assolou minha família criada em um ambiente alcoólico.

É impressionante saber que uma criança que cresceu em um ambiente assim desenvolve uma série de comportamentos quando adulto, característicos desta doença.

Em minha primeira leitura, o susto! Era o material da Al-Anon (Grupo Anônimo para Familiares e Amigos de Alcoólicos). Me vi descrita de uma forma tão minuciosa, que parecia que tinha sido feito só para mim.

Ali, eu li perguntas como as que trago abaixo e fiquei realmente me impressionada (original aqui):

Você sente necessidade constante de aprovação e afirmação?
Você não reconhece suas próprias realizações?
Você tem medo de críticas?
Você costuma assumir mais do que pode?
Você já teve problemas com o próprio comportamento compulsivo?
Você fica preocupado quando sua vida está correndo bem e começa a antecipar problemas?
Você se sente mais ativo no meio de uma crise?
Você sente medo de figuras autoritárias e iradas?
Você confunde piedade com amor?
Você atrai ou procura pessoas com tendência a compulsão ou à violência?
Você se agarra a relacionamentos por medo de ficar sozinho?
Você às vezes desconfia de seus próprios sentimentos e dos sentimentos expressados pelos outros?

Para todas estas perguntas respondi um sonoro SIIIIIIIIIIM!!!
Fiquei um pouco confusa, mas satisfeita em perceber claramente estas características. Conhecendo o inimigo é mais fácil combatê-lo.

É também muito triste quando você, que viveu no escuro sem se perceber, nota finalmente tudo que te atingiu e ainda atinge.

Dá medo do mundo, das suas relações e principamente, arrependimento por várias atitudes que você teve na vida.

Querer mudar é o que importa. Poder mudar é o que importa mais ainda.

A minha resolução principal, neste momento, é parar de falar para os outros sobre minha vida, quando estiver fazendo isso, mesmo que de forma inconsciente, para provocar pena, compaixão ou para, simplemente, buscar aprovação sobre meus atos.

Não vai parar por aí.

beijos,

Pri

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Do lat. anxietate

Esta experiência com a terapia tem sido sensacional.

Mas bem que me avisaram... Mexer em vespero, pode não dar certo!
Dei de ombros e pensei... Tenho que tira-lo de lá, se quiser sentar à sombra da árvore.
Depois de quatro sessões, já tenho material suficiente para sentar e refletir por, no mínimo, um ano.
E estas reflexões poderão mudar minha vida para sempre, é claro.
Na primeira sessão veio o óbvio: ansiedade. 
Segundo o dicionário:

Dificuldade de respiração;
Opressão;
Angústia
Inquietação de Espírito;
Desejo veemente; 
Impaciência!
Impaciência....................

Esta sensação de inquietude comanda a minha vida. Em todos os sentidos que se possa imaginar.
Quando eu menos espero ela vem. Sorrateira. E me ataca!
Me deixa em estado de alerta e pronta para me defender.
Desconfio do mundo. Falo mais rápido do que penso.
Fico confusa e me atrapalho.

Isso afeta as minhas relações pessoais, no trabalho, com a família.
Além de me deixar exausta ao final de cada dia.
Cansaço...
Respira...

Inspira a força, o positivo, o bem, a segurança.
Expira a fraqueza, a energia negativa, a insegurança.

Inspira
Expira

As respirações que minha psicóloga me ensina estão melhorando muito a minha qualidade de vida.

Obrigada.








domingo, 19 de outubro de 2008

O início de tudo!

Sempre gostei de falar muito, principalmente sobre mim. É claro que uma hora meus amigos iam cansar. 

Além de serem meus companheiros para toda a vida, também tinha (tenho) mania de usá-los como terapeutas. E assim, lá pras tantas da manhã (muitas vezes nem tão tarde), tomava para mim as atenções de toda conversa e disparava uma metralhadora giratória em cima dos meus companheiros bebuns.
Isso é um defeito, sei bem, mas não posso negar que gosto de conversar sobre as coisas que me aflingem. Pena que muitas vezes esqueço que as pessoas que estou sufocando também tem os seus problemas.
Outro dia, num desses bares da vida, um grande amigo meu me disse:
Pri, além de ir fazer terapia, porque vc não começa a escrever um blog???
Entendi como uma piada, mas não foi que gostei da idéia?
Assim, posso não estar falando com ninguém, mas de fato parece que estou falando com o mundo...
Por enquanto é isso.
Os primeiros passos foram dados: já estou na terceira sessão da terapia e o blog foi criado.
Sejam bem vindos os que resolverem, por livre e espontânea vontade, participar um pouquinho da minha guerra particular.
Beijos,
Pri

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" 
Clichê, mas se enquadra perfeitamente nesta situação...